
Você já se pegou revivendo situações e pensando em tudo o que “poderia ter dito” ou “deveria ter feito melhor”? Essa voz crítica na nossa mente pode ser um dos grandes alimentadores da ansiedade. É como se estivéssemos o tempo todo tentando atender a expectativas irreais — e, quando não conseguimos, nos tornamos nossos próprios juízes mais severos.
Entendendo a autocrítica
A autocrítica exagerada é muitas vezes aprendida na infância, em ambientes onde se cobrava muito desempenho e pouco acolhimento. Esse padrão mental nos faz buscar perfeição o tempo todo — no trabalho, nas relações, no modo de viver. E quando falhamos, sentimos culpa, vergonha e uma ansiedade persistente de “não ser bom o suficiente”.
Um estudo da American Psychological Association aponta que altos níveis de autocrítica estão diretamente associados ao aumento dos sintomas de ansiedade e depressão. Isso mostra como o que pensamos sobre nós mesmos pode impactar nossa saúde mental.
Como silenciar essa voz crítica
- Reconheça o padrão
O primeiro passo é identificar quando você está sendo duro consigo mesmo. Preste atenção nos seus pensamentos. Eles são generosos ou agressivos? Você falaria com um amigo do mesmo jeito que fala consigo? - Pratique o autoacolhimento
Troque frases como “Eu sou um fracasso” por “Eu estou aprendendo”. Isso não é se enganar — é se tratar com a mesma empatia que você teria com alguém que ama. - Anote seus pensamentos ansiosos
Colocar no papel o que está passando pela sua mente ajuda a reduzir a carga emocional. Escrever permite clareza e, muitas vezes, percepção de que as cobranças são exageradas. - Adote afirmações positivas
Um exercício poderoso é repetir frases como: “Eu sou suficiente”, “Eu estou evoluindo no meu tempo”, “Está tudo bem não ser perfeito”. Com o tempo, essas afirmações ajudam a reprogramar seu padrão mental.
Estou gostando muito das postagens. Interessantes e sensatas!
Obrigado Ana!