Medo de uma guerra mundial ou nuclear: Como cuidar da sua saúde emocional com 5 práticas.

Medo de uma guerra mundial ou nuclear: como cuidar da sua saúde emocional diante de incertezas globais

É difícil ignorar. Manchetes falam em conflitos armados, ameaças nucleares, tensões entre países. A cada novo alerta, o coração acelera, a respiração encurta, e uma pergunta insiste em martelar a mente:
“E se uma guerra realmente acontecer?”

Se você tem sentido ansiedade, angústia ou medo constante diante da possibilidade de uma guerra mundial ou nuclear, você não está sozinho. Esses sentimentos são compreensíveis. O mundo anda pesado — e o excesso de informação somado à nossa falta de controle sobre grandes acontecimentos pode gerar um esgotamento profundo.

Mas é possível, sim, encontrar um pouco de calma em meio à incerteza. Este artigo é um convite a respirar, ancorar-se no presente e resgatar seu senso de segurança interna, mesmo diante do caos externo.


Por que esse medo nos afeta tanto?

Nosso cérebro foi projetado para detectar ameaças e reagir rapidamente a elas. É o famoso “modo sobrevivência”. O problema é que, em tempos modernos, esse alarme se liga não por um leão na floresta, mas por notícias, imagens e possibilidades futuras — que talvez nunca se concretizem.

Especialmente pessoas sensíveis, empáticas ou com histórico de ansiedade podem sentir esse medo de forma intensa, mesmo sem viver diretamente em zonas de conflito.


O que você pode fazer na prática para lidar com esse medo

1. Diminua o consumo de notícias

Estar informado é importante. Mas se você passa horas rolando timelines de guerra, explosões e ameaças, seu corpo vive em alerta constante.

Dica prática:

  • Escolha um horário fixo por dia para se atualizar (por exemplo, 15 minutos pela manhã).
  • Prefira fontes confiáveis e evite vídeos sensacionalistas ou alarmistas.
  • Desative notificações de notícias em tempo real no celular.

2. Reconheça o que está sob seu controle — e o que não está

Você não pode impedir decisões de líderes mundiais. Mas pode:

  • Cuidar do seu bem-estar hoje
  • Estar presente com quem você ama
  • Criar pequenos momentos de paz no seu cotidiano

Focar no que você pode fazer traz de volta a sensação de autonomia.

3. Conecte-se com o aqui e agora (práticas de grounding)

Quando a mente voa para um “futuro catastrófico”, traga-a de volta para o presente.

Técnica simples (5-4-3-2-1):
Observe:

  • 5 coisas que você pode ver
  • 4 coisas que pode tocar
  • 3 que pode ouvir
  • 2 que pode cheirar
  • 1 que pode saborear

Essa técnica acalma o sistema nervoso e te ancora no agora.

4. Fale sobre isso com alguém de confiança

Guardar esse medo sozinho só o torna maior. Compartilhe com uma pessoa que te escute sem julgamentos. Se possível, fale com um psicólogo.

Lembre-se: sentir medo não é fraqueza. É humano.

5. Crie pequenos rituais de cuidado e proteção emocional

  • Acender uma vela com uma intenção de paz
  • Ouvir uma música que te acalma
  • Escrever seus sentimentos em um caderno
  • Fazer uma caminhada na natureza

Esses pequenos atos não mudam o mundo, mas transformam como você se sente nele.


Um passo de cada vez, com o coração presente

O mundo pode estar turbulento, mas você ainda tem poder sobre algo muito importante: como você cuida de si mesmo. Em tempos incertos, não precisamos de certezas absolutas — precisamos de acolhimento, conexão e presença.

E mesmo quando tudo parece instável, você pode encontrar um espaço de paz dentro de você.


Que tal escolher hoje um gesto simples que te traga segurança e bem-estar?

Pode ser um banho quente, desligar o celular por uma hora, ou simplesmente respirar fundo com consciência. Isso já é muito.

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